O Sétimo Dia

Moses-and-second-tablets-on-yom-kippur

Moisés descendo do Monte Sinai com as Segundas Tábuas da Lei, no Yom Kippur (Dia do Perdão, para os Judeus)

Tradução e adaptação do original http://asknoah.org/essay/the-seventh-day feito com prévia autorização do responsável pelo site.

PERGUNTA: Eu sempre pensei que a observância do Dia de Sábado fora dada no Jardim do Éden, e que caberia a toda a humanidade guarda-lo, e que o mandamento de “guardar o Sábado” refere-se a este momento anterior, o da entrega das Tábuas. Mas é verdade que a Lei da Torá, diz que todos os Gentios, incluindo os Noéticos, não são ordenados ou obrigados a guardar o Sábado?

RESPOSTA: Para esclarecer isso, vamos primeiro rever a história bíblica. No início do Sétimo Dia da primeira semana (pôr do sol de sexta-feira dos sete dias da criação), D’us se absteve [yishbot em hebraico] de Sua “obra” de Criação. No entanto, Adão e Hava (Eva) não recebeu nenhum mandamento referente a observância do Sábado. De fato, em Gênesis 1:28, D’us disse-lhes que eles e seus descendentes devem centrar a sua atenção em sua Missão Divina de “subjugar” a terra, o que envolve engajar-se em atividades diárias que deixam uma impressão de mestria e criatividade humanas no mundo.

Depois do Dilúvio, quando o homem Noach, um Tsadic (Noé, um Justo) e sua família deixaram a arca, D’us disse a eles (Gênesis 8:22) “Enquanto a terra durar … dia e noite não devem cessar [lo yishbotu em hebraico ]. Esta declaração tem uma leitura tradicional alternativa, “você não deve fazer um Sábado “, conforme indicado no Talmud. De acordo com a Lei da Torá, esta é uma liminar de que a abstenção deliberativa das atividades no Sábado não deve ser seguida por qualquer dos Gentios descendem de Noé.

(Embora o texto do Talmud que temos fora impresso na Europa, aparentemente refere-se aos idólatras ao invés de todos os Gentios, incluindo Noéticos piedosos. O texto original preservado no livro “Chisronos Ha’Shas” (Exclusões do Talmud) deixa claro que Noéticos piedosos também estão incluídos. Logo após a imprensa ter sido inventada, essas e outras alterações textuais semelhantes foram obrigadas a serem corrigidas e impressas depois que a impressão original do Talmud foi confiscada e censurada pelas autoridades, as quais não se consideravam idólatras. OBS.: Se você souber inglês, poderá ouvir uma aula em áudio aqui: http://askNoach.org/audio/talmud-tragedies

** Embora diz em Gênesis 2: 1-3 que D’us designou o Sétimo Dia como Santo e Santificado, não se esqueça do princípio básico de que D’us não limitou a Torah para estar sempre de acordo com uma ordem cronológica dos acontecimentos. Na verdade, D’us primeiro ditou o livro de Gênesis a Moisés logo após os Israelitas chegarem ao Monte Sinai. A primeira vez que houve algum mandamento sobre um respeito especial ao “Sábado” foi após 4 semanas depois que os Israelitas passaram milagrosamente através do Mar Vermelho por terra seca. Quando eles prepararam a matzá (pão sem fermento) eles saíram para fora do Egito, D’us lhes deu o Maná como alimento celeste. Mas o Maná não caiu no Sétimo Dia. D’us, forneceu-lhes uma porção dupla milagrosa na sexta-feira à tarde, e Ele ordenou aos Israelitas que permanecessem em seu acampamento no Sétimo Dia. Moisés explicou-lhes que eles estavam, a partir desse momento, obrigados exclusivamente para observar o Sétimo Dia como um dia de descanso e um santo Sábado (Êxodo 16:23). Assim, na primeira menção do Sétimo Dia no texto de Gênesis, como foi ditada no Monte Sinai, D’us disse a Moisés para inserir a informação de que Ele tinha (2 semanas atrás) abençoado o Sétimo Dia (referindo-se a dupla porção Maná que caiu na sexta-feira à tarde para os Israelitas), e Ele o fez “santo” (kadosh = “separados”), quando Ele proibiu os Israelitas de deixar o seu acampamento no mesmo dia.

Este é o tema da explicação de Rashi de Gênesis 2:3: “E [D’us] abençoou o Sétimo Dia e Ele santificou …” [Rashi explica]: “Ele abençoou-o com o maná, por todos os dias da semana, desceu para eles [na quantidade de] um gômer por pessoa, ao passo que no sexto dia, [cada um recebeu] uma porção dupla. E Ele santificou com o maná, que não desciam nos dias de Sábado. Este verso é escrito com referência ao futuro. ” (Midrash Rabá Genesis 11:2)

Poucos dias depois, os Israelitas foram informados diretamente por D’us no Monte Sinai para manter um dia santo de contenção no Sétimo Dia como um dos “Dez Mandamentos” (Êxodo 20:8-11), que começou com a limitadora declaração: “Eu sou o Senhor teu D’us, que tirou vocês da terra do Egito, da casa da servidão.” O “vocês” aqui, obviamente, aplica-se ao Povo Judeu, então eles são o “vocês” a quem todo o conjunto de Dez Mandamentos foi dirigido.
Quando os “Dez Mandamentos” foram repetidos por Moisés em Deuteronômio, foi ainda mais explícito que o mandamento da observância do Sábado no Sétimo Dia da semana foi dirigido aos Judeus que haviam sido escravos no Egito: “Guarda o Dia de Sábado para “santificar” [= separado], como o Eterno, teu D’us, te ordenou. …E você deve lembrar que foste escravo na terra do Egito…” (Deuteronômio 5:12-15). (Este Mandamento Judaico serve também, a partir deste momento, como Testemunho de D’us para o resto das Nações, de que D’us criou os Reinos Espirituais e Físicos em sete dias).

Depois que os Dez Mandamentos foram dados, Moisés passou várias semanas no Céu para aprender a Torá Oral de D’us. Foi-lhe dito que a restrição comandada por D’us sobre o Sábado era de se abster de atividades de “melakha”, que é vagamente e imprecisamente traduzida em português como “trabalho”, mas a verdadeira definição de “melakha” pode ser aprendida com os versos Êxodo 35:1-19. Aqui os Judeus foram ordenados a fazer o Tabernáculo no deserto, com todos os seus utensílios e vestes sacerdotais, como um Templo para a Divina Presença de D’us. Mas no início lhes foi ordenado que eles só deveriam trabalhar na construção do Tabernáculo durante os primeiros seis dias da semana. Para o Sétimo Dia, o Sábado, eles foram orientados a abster-se de atividades criativas específicas necessárias para a construção do Tabernáculo e os artigos associados. A Torá Oral explica que estes ascendem a um total de 39 atividades criativas específicas. (Os Sábios ao longo das gerações adicionaram mais algumas restrições de forma a manter um Judeu afastado de até mesmo se aproxima a executar uma dessas 39 ações proibidas.) Se ocorrer uma situação de emergência no Sábado, D’us nos livre, uma “melakha” proibida é permitida ser feita se necessário para a preservação da vida. Aqui são apenas exemplos algumas das restrições Shabat:

– Um Judeu não deve acender luz, aumentar, diminuir ou até mesmo acender um pequeno fogo no Sábado. Em um nível mais simples, a eletricidade está incluída na definição de fogo da Torá, pois aquece corrente elétrica e aquece o metal condutor pelo qual ela se move. Maimônides afirmou a regra de que o calor dentro de uma peça aquecida de metal é considerado fogo do ponto de vista da observância do Sábado, e isso inclui ajuste ou comutação de circuitos elétricos (embora os Judeus possam definir temporizadores antes do Sábado para alternar circuitos automaticamente). Obviamente, a condução de um veículo motorizado é proibida desde que este utilize eletricidade e queima de combustível.

– Um Judeu não deve transportar qualquer objeto no ambiente público no Sábado. Assim, mesmo que ele possa transportar móveis pesados dentro de casa ao ponto de exaustão, se necessário no Sábado, ele não deve sair de um ambiente privado.

– Um Judeu não deve cozinhar o alimento no Sábado. Assim, o alimento deverá ser preparado antes do início do Sábado (antes do pôr do sol na sexta-feira). Aquecimento de água está incluído, por isso não deve haver água quente possa ser usada nas torneiras, ao menos que o aquecedor de água tenha sido desligado antes do anoitecer.

– Outras ações proibidas para os Judeus no Sábado incluem: Torcer um pano molhado, tingimento, costura, escrever, apagar, dando um nó permanente, martelar, fazer colheita ou poda, comprar ou vender, e abrir um recipiente (por exemplo, abrir uma lata de metal).

Nota: Para os Gentios, não há nenhum problema em simplesmente reconhecer a qualidade especial que D’us atribuiu ao Sétimo Dia. E não há nenhum problema para eles em fazer qualquer atividade normal de uma maneira mais agradável, e tendo em mente honrar o Sétimo Dia ao fazê-lo. Aqui estão alguns exemplos:

– Apenas descansar para o bem próprio, descanso físico e relaxamento, ou tomar um dia de folga de um posto de trabalho se for permitido pelo empregador, ou de férias.

– Como indicado pelo Rabino J. Immanuel Schochet (de abençoada memória) – Comer uma refeição muito agradável depois do pôr-do-sol na sexta-feira e / ou durante o dia, no Sábado (o que pode incluir até acender velas em cima da mesa durante qualquer uma dessas refeições para embelezar a mesa e o momento).

– Vestir-se com roupas melhores.

Para enfatizar ainda mais a especialidade que D’us colocou sobre o Sábado, uma sequência que diz respeito aos Judeus, observe o seguinte:
– Aos Judeus também são comandados por D’us para manter um ano sabático a cada sete anos, em que a lavoura, o plantio e colheita são proibidos em sua propriedade na Terra Santa de Israel para o ano inteiro, e todos os empréstimos pessoais entre os Judeus são canceladas.
– O sétimo mês do calendário judaico é o mais santo, com as observâncias de Rosh Hashanah, Yom Kippur, Sucot, Shemini Atzeret e Simchat Torá (são as Festas Judaicas).
– Moisés recebeu a Torah, porque ele era o líder na sétima geração de Abraão.
– Davi foi escolhido para iniciar a Dinastia Judaica Patrilinear Eterna Real que irá produzir o Messias, porque ele era o líder da sétima geração de Moisés.
– A Era Messiânica será estabelecida de forma rápida e em nossos dias, mas o mais tardar no início do Sétimo Milênio da Criação (no ano de 2239 da Era Comum).

Para saber mais sobre reconhecimentos pré-Sinai do Sétimo Dia, é preciso voltar-se para o Midrash (O Midrash é uma maneira de interpretar histórias bíblicas que vai além de simples destilação de ensinamento religioso, legal ou moral. Ele preenche muitas lacunas deixadas na narrativa bíblica sobre eventos e personalidades que são apenas insinuados.), o que dá a seguinte informação:

Embora Adão e Hava (Eva) tenham errado na sexta-feira à tarde, eles foram autorizados a desfrutar da Luz Divina original da criação ao longo do Sétimo Dia. Em louvor da bondade de D’us, Adam compôs o Salmo 92, que foi transmitida através das gerações para Moisés, que o registrou (e todos os Salmos 90-100).

Abraão (que foi o primeiro Judeu espiritualmente falando, mas ainda um Noético ao abrigo da Lei da Torá), profeticamente sabia de todas as regras que seriam dadas ao Povo Judeu no futuro, na Torá Escrita e Torah Oral, bem como as futuras liminares rabínicas. Nesta base, só ele e sua família imediata, como os precursores do Povo Judeu, observavam estes mandamentos em algum nível, quer em termos físicos práticos, ou em uma base espiritual mais abstrata. Assim, ele observava alguns aspectos do futuro Sábado e Festas Judaicas, que ele passou para seus descendentes Isaac e Jacó e suas esposas. No entanto, uma vez que ainda tinha o Estatuto Jurídico dos Filhos de Noé, Abraão não guardava o Sábado 100% como o Povo Judeu o fez e faz após a revelação no Monte Sinai (como explicado no comentário de Nachmanides).

Moisés, como um príncipe adotado pela família de Faraó, sabia sobre as tradições de Abraão. Com base nisso, ele convenceu Faraó que, logicamente, os escravos hebreus iriam trabalhar de forma mais eficiente se para eles fosse dado um dia da semana para descanso (como uma questão prática, e não como uma santificação religiosa). Moisés então organizou para que pudesse ser dado no Sétimo Dia.

PERGUNTA: Pode um Noético prosseguir o seu curso regular de trabalho em um Sábado?

RESPOSTA: Sim. Todas as atividades durante a semana são permitidas a um Noético no Sábado, seja para negócios ou lazer. Se o empregador é flexível e irá permitir que você tome alguns ou todos os Sábados como um dos seus dias de descanso semanal, isso seria bom. Mas, como um Gentio, você não deve dizer ao seu empregador que você está solicitando folgas aos Sábados como se fora uma obrigação religiosa (e efetivamente, esta não deve ser sua intenção).

PERGUNTA: É admissível que um Noético faça compras, vendas, negócios, viagens no Sábado?

RESPOSTA: Sim. Todas as atividades que são permitidas durante a semana podem ser feitas por Noéticos no Sábado.

PERGUNTA: Eu tenho notado que o Noético deve “marcar” o Sábado de alguma forma. Você poderia me dar exemplos de formas para marcar o Sábado na forma de um Noético?

RESPOSTA: Um Noético é permitido, mas não é obrigatório, marcar a importância do Sétimo Dia em alguns aspectos. Mas não deve haver uma crença ou convicção de que ele ou ela tem – ou está autorizado a assumir como um Gentio – qualquer obrigação religiosa de se abster de atividade produtiva no Sétimo Dia, ou em qualquer outro dia. (Embora, na verdade, deve haver um reconhecimento intelectual que D’us atribui uma qualidade especial do Sétimo Dia, uma vez que faz parte da Torá da Verdade).

Aqui estão algumas sugestões para boas maneiras que um Noético pode marcar o Sétimo Dia, se ele ou ela assim o desejar (TUDO EXPRESSAMENTE SEM UM VOTO):

– Coloque em algum tempo extra ou mais, qualidade no aprendizado de assuntos de Torá apropriados, tendo a certeza de obter traduções de uma Editora Judaica Observante. Sugestões de livros para aprender: a Bíblia Hebraica (Cinco Livros de Moisés, Os Profetas e os Escritos Sagrados); um livro que ensina sobre a devida observância do Código Noético; e trabalhos e ensinamentos Chassídicos da nossa lista de livros recomendados. Pode-se também ler perspectivas baseadas em Torá e insights sobre assuntos de natureza e ciência, com o objetivo de aumentar a sua apreciação da grandeza e os milagres da Criação de D’us (mas não perca seu tempo com mitos modernos, tais como evolução).

– Coloque em algum tempo extra ou mais qualidade para suas orações. (Nota: Salmo 92 é especificamente para o Sétimo Dia, e os Salmos dos capítulos 120 ao 150 são especialmente designados como apropriados para se dizer naquele dia também.)

– Pode-se passar tempo de qualidade extra com a família, fortalecendo os laços de amor e reforçar a compreensão da família e compromisso com a Torá, Verdadeiros Valores de Noé. (Nota: “Qualidade” de tempo, em qualquer dia pressupõe que a TV será desligada! Ask Noach apoia o movimento pelas casas sem TV!).

– Uma vela pode ser acesa na mesa de jantar para embelezar a refeição da noite sexta-feira.

PERGUNTA: O quarto mandamento dos 10 Mandamentos para os Judeus, diz o sétimo dia é o Sábado. Como é que os Judeus sabem que o Sábado é no Sábado?

RESPOSTA: Existem várias respostas para essa pergunta. Aqui vamos dar apenas duas respostas simples:

(1a) Após o Povo Judeu ter deixado o Egito no Êxodo, eles tiveram que viajar pelo deserto por 40 anos antes de D’us permitir-lhes entrar e tomar posse da Terra de Israel. Durante esses 40 anos, que foram sustentados pela Maná que caiu do céu durante todos os dias da semana, EXCETO em seus Sétimos Dias (Sábado). Uma vez que os Judeus tinham de observar as restrições de Sábado, todos os Sábados, uma porção dupla de Maná foi milagrosamente fornecida todas as sextas-feiras, e nenhum caia no Sábado. Então, toda a nação (vários milhões de pessoas) sabiam exatamente em que dia era o Sábado, como estabelecido por este milagre Divino constante. Além disso, a Torá Oral relata que os 10 Mandamentos foram ditas por D’us para toda a nação em uma manhã de Sábado. Este foi incorporado ao calendário hebraico. Alguns séculos mais tarde, os líderes do Império Romano importaram a semana judaica de sete dias em seu calendário.

(1b) [A continuação do (1a)] Parte da observância judaica do Sábado é que em uma das orações matinais diárias é contado o número de dias até o próximo Sábado. No domingo, um diz: “Hoje é o primeiro dia para o Sábado”, e assim por diante, até sexta-feira, quando se diz: “Hoje é o sexto dia para o Sábado.” (Em hebraico, os primeiros seis dias da semana não têm nomes, apenas números – “primeiro dia”, “segundo dia”, etc.) Assim, desde o tempo em que o Maná parou, cerca de 3300 anos atrás, os Judeus têm continuado a contar os dias da semana. Mesmo que algumas pessoas ou uma comunidade inteira possa ter perdido a conta em algum momento, sempre houveram milhões de Judeus que foram fiéis mantendo uma contagem precisa. Esta contagem dos sete dias da semana, foi incorporado no calendário judaico e de lá para o calendário romano.

(2) Entre o Povo Judeu sempre existiu indivíduos Justos Especiais em cada geração que foram abençoados com visão profética e maior visão espiritual. Embora a luz espiritual do Sábado não seja conscientemente percebida pela maioria de nós, ele brilha abertamente nos Reinos Celestiais. Estes indivíduos proféticos sabem exatamente o momento em que o Sábado chega, quando vêem esta Luz Espiritual começando a brilhar. Aqui é uma ocorrência que ilustra esse ponto (conforme publicado no “L’Chaim,” n.316, 6/05/94):

Quando o Rizhiner Rebe era uma criança pequena que estava aprendendo um tratado de Mishná (A Mishná (em hebraico, “repetição”, do verbo, ”shanah, “estudar e revisar”) é uma das principais obras do judaísmo rabínico, e a primeira grande redação na forma escrita da tradição oral judaica, chamada a Torá Oral) com seu professor. O professor explicou que o assunto tratado em uma situação em que, por alguma razão, uma pessoa esquece quando é Shabat.

“Mas como pode uma pessoa, possivelmente esquecer?” Perguntou o menino, totalmente espantado com a ideia.

O professor começou a detalhar algumas possíveis razões: “Uma pessoa pode ter se perdido em um deserto ou floresta e perdeu toda a noção do tempo”, explicou.
Mas seu aluno teria nada disso. “É absolutamente impossível de esquecer”, ele protestou.

Não importava quantos exemplos o professor lhe apresentava; o rapaz teimosamente reiterou seu protesto que era uma impossibilidade.

Finalmente, o professor lhe perguntou: “Por que é que você acha essa ideia tão difícil de aceitar?”

“É muito simples. No Shabat o céu parece diferente do que é durante toda a semana, por isso, se uma pessoa não tem certeza que dia é hoje, tudo que tem que fazer é olhar para o céu, e ele vai saber imediatamente se ele é Shabat ou não.”

PERGUNTA: Desde de que D’us criou o Sábado pouco depois que Ele criou Adão, por que não foi o 4º dos 10 Mandamentos para os Judeus (o Sábado) incluídos nos 7 Mandamentos Noéticos?

RESPOSTA: Por favor, veja a explicação no topo desta página.

Aqui é uma outra questão no mesmo sentido: D’us criou os animais casher e não-casher antes mesmo de criar Adão e Hava (Eva). A distinção entre estes foi conhecida a humanidade desde o início, como vemos que Noé foi direcionado por D’us para tirar números extras de animais casher para a arca. Quando ele saiu da arca, Noach utilizou alguns desses animais casher como ofertas de sacrifício para D’us. Mas D’us não deu qualquer ordem para comer apenas animais casher até que os Judeus estavam acampados no Monte Sinai. E D’us deu a eles então, por quê?

A resposta geral é que D’us atribuíra ao Povo Judeu se conectar em uma dimensão mais profunda com a Criação, dentro do mesmo mundo físico com os Gentios. Isso não mudou a importante missão que Ele atribuiu aos Gentios, que é alinhar as Sete Dimensões Emocionais do seu ser com as exigências dos Sete Mandamentos Divinos Fundamentais.

É fundamental que os Gentios reconheçam os seus 7 Mandamentos específicos, dados através de Noé e, em seguida, através de Moisés no Monte Sinai, como a sua principal obrigação diante de D’us, e não 8 ou apenas 6 (como já foi referido, que o número 7 é amado por D’us). Considere o seguinte: Os outros 6 dias da semana também são santos (em menor grau) para os Judeus. Em 6 dias da semana, Judeus Observantes conectam-se à D’us através de suas orações obrigatórias, o estudo da Torá e outros mandamentos. Gentios também podem elevar-se a cada dia, observando e aprendendo sobre os seus 7 Mandamentos, Orar, dizer Bênçãos para D’us antes e depois de comer, fazer atos de Bondade e Gentileza, e observando as suas Obrigações Morais Lógicas (muitos dos quais são correspondentes aos Mandamentos Judaicos, tais como Honrar os Pais e dar Caridade adequada). Esse é o sistema perfeito que D’us, em Sua infinita sabedoria, estabeleceu para toda a Humanidade.

 

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